Planejamento Tributário: Como reduzir impostos sobre os ganhos nos investimentos

/, Planejamento Tributário/Planejamento Tributário: Como reduzir impostos sobre os ganhos nos investimentos

O governo tributa os ganhos nos investimentos tentando direcionar o comportamento dos investidores. Dessa forma, ao observar o tipo de investimento que está sendo incentivado, torna-se possível usufruir de alíquotas menores.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre ganhos em aplicações de renda fixa, por exemplo, pune as aplicações de curtíssimo prazo, isto é, as que forem resgatadas antes de completar um mês. Já a alíquota do Imposto de Renda sobre esse tipo de aplicação privilegia investimentos de longo prazo, já que cai de 22,5% em aplicações resgatadas antes de seis meses para 15% em aplicações que sejam resgatadas a partir de dois anos.

O investidor deve buscar sempre um horizonte de pelo menos alguns anos, e mudar de aplicação com frequência não é uma boa estratégia: a cada movimentação, o prazo de investimento daqueles recursos começa a contar novamente.

O vencimento de títulos também reinicia a contagem do prazo. Nesse caso, os fundos de investimento podem ser uma alternativa interessante. No entanto, para fundos de renda fixa existe um regime diferenciado de tributação, o “come-cotas”, que recolhe IR duas vezes ao ano, mesmo que o investidor não resgate suas aplicações. Existem fundos com alíquota de 15% (longo prazo) e outros de 20% (curto prazo).

Cursos Online sobre Holding

Outro ponto importante é o momento em que o imposto é cobrado. Nos títulos de renda fixa, a retenção é feita somente no momento em que o investidor recebe seus recursos de volta. Por esse motivo, títulos com cupom (fluxo intermediário de pagamento) possuem impacto significativo e são menos interessantes.

Existem investimentos que têm incentivos específicos e são isentos de IR, como é o caso de instrumentos lastreados no agronegócio ou em crédito imobiliário. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), entre outros, são exemplos de títulos que podem oferecer retornos líquidos excelentes e ainda contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Nas ações, os dividendos costumam ser ignorados pela maioria dos investidores, que só querem saber “quanto o preço da ação subiu”. Além de os dividendos não serem tributados para o investidor (a tributação sobre o lucro da empresa já aconteceu), reduzem o ganho de capital, cujos ganhos são tributados à alíquota de 15% apenas quando forem vendidas. Cabe aqui lembrar que os daytrades são tributados a uma alíquota mais elevada, de 20% dos ganhos.

Outra vantagem das ações é a isenção de IR para vendas de até R$ 20.000,00 por mês. Pode parecer pouco, mas é o suficiente para possibilitar diversas estratégias de reinvestimento e diversificação. Os fundos de ações, por outro lado, contam com o benefício de reter IR sobre os ganhos somente no resgate.

Veja essa e outras formas de economia tributária no curso Planejamento Tributário, veja mais cursos do Prof. Silvio Crepaldi, clique aqui.

 

 


About the Author:

Avatar

Leave A Comment