Tipos de Holding

Curso Online - Holding Familiar & Ptoeção Patrimonial

Existe uma variedade de formas de holdings, seja quanto ao tipo societário, seja quanto ao tipo organizacional. Cada tipo apresenta vantagens e desvantagens, dependendo dos objetivos que o acionista tenha em vista. A holding tipo S/A aberta é pouco usual devido ao grau de exposição, mas pode ser indicada no caso de captação de recursos de terceiros através da venda de ações.

O tipo societário da holding deve ser escolhido diante da sua posição no mapa societário. As holdings setoriais podem ser S/As abertas ou fechadas e mesmo comerciais Ltdas.  As holdings familiares, conforme sua vocação, podem ser comerciais Ltdas. ou Sociedades Simples (Ltdas.).

As holdings pessoais devem ser sempre Sociedades Simples Ltdas., pois essa é a resposta urídica à pessoa física, por causa da similaridade dos atos de ambas serem civis. A holding patrimonial será indubitavelmente S/S Ltda., pois aí é que está a defesa do patrimônio que se objetiva. As classificações seguintes são estabelecidas somente para fins explicativos. Cada uma visa a um objetivo. É lógico que não propomos uma empresa para cada objetivo, mas sim agrupá-las conforme suas compatibilidades.

O método gradativo de formação e planejamento de holdings é o de desmembramento no sentido horizontal e o de conferência de bens acima da holding administrativa. Começando no plano estrutural, podemos classificar diversos tipos de holding.

  1. Holding pura. Conceito norte-americano e europeu, entre outros. Inócua, como já comentamos, diante de nossa legislação tributária. Só utilizada em situação emergencial, casos in extremis. Usa receitas não tributadas para pagar despesas dedutíveis, o que demonstra, para o nosso caso, falta de bom-senso.
  2. Holding mista. Agrega a necessidade da holding pura, com a convivência de serviços que geram receitas tributáveis para despesas dedutíveis.
  3. Holding de controle. Uma forma de assegurar o controle societário de empresas, como também de não perder o controle do próprio negócio pela dificuldade de um consenso rápido nos condomínios, parcerias ou regimes de casamento.
  4. Holding de participação. Quando a participação é minoritária, mas há interesse por questões pessoais de se continuar em sociedade. Historicamente, foi usada para ter participação de 5% nos capitais de grandes empresas internacionais. No Brasil, no princípio do século XX, foi utilizada por alguns com o mesmo fim. É mais tranquilo deixar que profissionais altamente qualificados administrem e nós recebemos os lucros não tributados em nossa holding.
  5. Holding principal. Denominação antiga, quando a holding era vista como cabeça do grupo. Às vezes, como simples figura decorativa, onerosa. É também chamada de Holding de gaveta, sempre perniciosa e desgastante ao grupo.
  6. Holding administrativa. Visão atualizada para a função de administração profissionalizada das operadoras.
  7. Holding setorial. Agrupa as diversas empresas por seus objetivos, tais como industriais, comerciais, rurais, financeiros etc. É encabeçada por uma empresa especializada naquele setor.
  8. Holding afa ou Holding piloto. O primeiro passo no desenvolvimento do grupo. Norteia todo um planejamento empresarial. Estabelece os princípios básicos dos procedimentos entre os sócios, mediante acordo societário escrito e registrado.
  9. Holding familiar. Visa separar os grupos familiares, simplificando o topo administrativo das operadoras. Evita que conflitos naturais de um grupo interfiram nos demais e, principalmente, castiguem a operadora. Evita que um expressivo número de quotistas fique brigando e depredando a empresa.
  10. Holding patrimonial. A mais importante de todas. Visão de banco de investimentos, controle da sucessão. Amplia os negócios e economiza tributos sucessórios e imobiliários. É o ponto mais vulnerável das relações empresários versus empresas. É de longe a mais necessária, atualmente.
  11. Holding derivada (Holding &nega). Surge pelo aproveitamento de uma empresa já existente transformada em holding. Situação financeiramente econômica e vantajosa quando a empresa aproveitada já é detentora de bens imóveis relevantes, muitas vezes é a Empresa-mãe que deve ser a transformada.
  12. Holding cindida. Precipitadamente usada para dirimir separações passionais.
  13. Holding incorporada. Outro fator de complicação. Aumenta a necessidade de controlar. Reúne culturas de cima a baixo díspares.
  14. Holding fusionada. Deveria ser mais estudada e só usada em parceria de negócios. Assim mesmo, há soluções mais simples.
  15. Holding isolada. Só entra na constelação do grupo por necessidade de negociações ou entrada de sócios externos.
  16. Holding em cadeia. No caso de menor investimento em decorrência de subscrições ou simplicidade no investimento.
  17. Holding em estrela. Surge na medida em que o histórico familiar vai se desenvolvendo ou da diversificação do grupo que vai acontecendo.
  18. Holding em pirâmide. Visa ao desenvolvimento empresarial ou familiar.
  19. Holding aberta (S/As abertas). Para captação de investimentos de terceiros ou globalização, quando esta exige.
  20. Holding fechada (S/As fechadas, Ltdas. etc.). Mais usada porque regula o ingresso de sócios. A S/A fechada tende a desaparecer porque é semelhante à Ltda., que é mais simples de se lidar.
  21. Holding nacional. Domicílio no Brasil.
  22. Holding internacional. Domicílio no exterior.

 

Fonte: Holding . 4. ed. rev. e atual. Autores: Edna Pires Lodi, João Bosco Lodi – São Paulo: Cengage Learning, 2011

 

Artigos relacionados:

Conheça abaixo os cursos:

Confira a agenda de cursos paraSão Paulo / Belo Horizonte / Rio de Janeiro – Agenda completa

About the Author:

Holding Familiar
Conteúdo especializado de Planejamento Sucessório e Proteção Patrimonial

Leave A Comment

Contato via WhatsApp